Os funcionários dos bancos privados na Bahia e Sergipe se reuniram na tarde deste sábado (19/7), em Salvador, para debater os desafios impostos pelas instituições financeiras. O evento faz parte da 27ª Conferência de Bancários da Bahia e Sergipe, que segue até domingo (20). O espaço foi fundamental para levantar pautas que serão levadas à instância nacional da categoria. A palavra de ordem foi clara: a luta é coletiva, e a união fortalece cada reivindicação.

A mesa do encontro contou com a participação da presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase), Andréia Sabino; o presidente do Sindicato da Bahia, Elder Perez; do presidente do Sindicato de Sergipe, Adilson Azevedo, além dos representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE): Luciana Dória (Itaú), Ronaldo Ornelas (Bradesco) e Adelmo Andrade (Santander).
Elder Perez destacou a urgência da regulamentação do sistema financeiro e criticou duramente o fechamento de agências e as demissões em massa. Reforçou a necessidade de garantir pelo menos uma agência em cada município, como um compromisso social mínimo. A digitalização forçada, segundo ele, transfere riscos à população, que agora se torna alvo direto de fraudes e violência, sem a proteção dos serviços presenciais.

As falas dos representantes sindicais escancararam as práticas abusivas dos bancos.
No Itaú, as metas inatingíveis e a vigilância constante têm provocado o adoecimento dos trabalhadores. O fechamento de agências exclui clientes e funcionários, violando o direito ao atendimento presencial. “Discutimos também temas relacionado à saúde ocupacional, com relação às consultas online que o banco passou a praticar. Conseguimos barrar a convocação dos afastados. Falamos também da questão da junta médica, que é uma prática que só o Itaú tem feito, porém pedimos a suspensão desse processo, conseguimos melhorar o fluxo, mas estaremos atento e esperamos que não seja feita de uma forma que expõe ainda mais o funcionário, para que ele não venha piorar o seu adoecimento, que o banco haja com responsabilidade com relação ao que foi acordado em mesa de saúde”, acrescentamos Luciana Dória.
O Bradesco também foi alvo de críticas pelas metas abusivas, pela exclusão de aposentados do plano de saúde e pelos ataques aos direitos históricos da categoria. As mudanças tecnológicas, longe de promover avanços, vêm sendo utilizadas como pretexto para demitir e precarizar, sem qualquer diálogo com os trabalhadores.
Adelmo Andrade, reforçou as denúncias contra o banco espanhol: sobrecarga de trabalho, terceirização, fraudes trabalhistas, fechamento de agências e a retirada de convênios, como a Unimed, que restringem o acesso à saúde de qualidade.
A realidade escancara a ganância sem limites dos bancos privados. Diante disso, a mobilização e a negociação nacional tornam-se urgentes. Só com luta e organização será possível barrar os retrocessos e avançar na conquista de direitos para a categoria.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.