Bancários aprovam pauta e definem eixos de luta para a campanha salarial 2026

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Bancários aprovam pauta e definem eixos de luta para a campanha salarial 2026

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A 28ª Conferência Nacional dos Bancários foi encerrada neste domingo (21/6), com a aprovação da pauta de reivindicações e os eixos de luta para campanha salarial 2026. Foram três dias de intensos debates, com a participação de 680 delegados e delegadas de todas as partes do país. Os bancários da Bahia e Sergipe participaram ativamente das discussões para construção da pauta, representados pelos 33 delegados e delegadas e 13 convidados.

As prioridades da pauta deste ano serão aumento real 5% no salário e nas demais verbas, como PLA, VA e VR; fim das metas abusivas; manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional); manutenção dos direitos conquistados; além de manutenção da mesa única, da CCT pra toda a categoria e dos direitos já conquistado

A pauta aprovada foi construída de forma coletiva, com as propostas aprovadas nas conferências regionais, o resultado da consulta, que foi respondida por 54.952 bancários de todo o país e também as resoluções dos encontros específicos por bancos e da Conferência Nacional.

A presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andréia Sabino, ressalta que a Conferência se encerra, mas o trabalho continua. “Após dias de intensos debates, troca de experiências e construção coletiva, a 28ª Conferência Nacional chegou ao fim reafirmando a nossa unidade e o compromisso dos trabalhadores e trabalhadoras com a defesa dos direitos, do emprego digno e do fortalecimento da negociação coletiva. O encontro consolidou as principais diretrizes que irão orientar a atuação do movimento sindical no próximo período, em um cenário que exige mobilização permanente para enfrentar os desafios do mundo do trabalho, os avanços da tecnologia e a valorização dos bancários”, concluiu.

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Delegação dos bancários da CTB na 28ª Conferência Nacional 

Confira os principais eixos da pauta de reivindicações, que será entregue dia 24 de junho pelo Comando Nacional dos Bancários à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban):

– 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLA, VA e VR;

– Fim das metas abusivas;

– Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);

– Manutenção dos direitos conquistados;

– Manutenção da mesa única, da CCT pra toda a categoria e dos direitos já conquistados;

– Defesa do emprego bancário;

– Defesa dos bancos públicos;

– Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, e pelo fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.

Os delegados e delegadas também aprovaram neste domingo (21) os seguintes eixos de luta política para o próximo período:

– Por um sistema financeiro mais regulado;

– Importância das eleições de 2026 e de apoio a candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora, para a Presidência da República, governos estaduais e do Distrito Federal e, com especial atenção, para Câmara dos Deputados e Senado;

– Organização do movimento: autorregulação e comunicação;

– Segurança tecnológica para os clientes.

As moções aprovadas foram:

– Em defesa da dignidade, da saúde e pela valorização das trabalhadoras e trabalhadores aposentados e idosos no setor bancário;

– Por uma dupla missão para o Banco Central do Brasil – Estabilidade de preços e proteção de emprego;

– De repúdio às práticas antissindicais, à precarização do trabalho e ao desmonte do atendimento pelo banco Santander;

– Manifesto de solidariedade ao povo bolivariano e à Cuba. Lutar contra o imperialismo.

E as resoluções:

– Contra os ataques à democracia e soberania nacional, e pela reeleição do presidente Lula;

– Contra a PEC 65/2023, independência do Banco Central, e que afasta a instituição do controle democrático, priorizando os interesses do setor financeiro em detrimento do desenvolvimento social. A resolução inclui ainda posicionamento contra a porta-giratória no Banco Central e pela redução dos juros bancários.

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