
A rodada de negociação realizada nesta quarta-feira (19/8) entre a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) e a direção do Banco do Brasil terminou com pequenos avanços, mas sem a apresentação de propostas concretas ou devolutivas para as principais reivindicações dos funcionários.
O que a gestão do BB apresentou na mesa de negociação de hoje foi a garantia de clausular no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa.
O BB também disse que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.
Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. Direito que seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.
“É importante registrar que estas são medidas importantes e devem ser reconhecidas como avanços. Mas, diante do conjunto de reivindicações apresentado pelos trabalhadores, ainda é muito pouco. Enquanto houve essa sinalização nas políticas afirmativas, as principais questões econômicas continuam sem respostas concretas. O banco segue o roteiro de falta de devolutivas que vem sendo observado nas negociações da Fenaban, deixando a categoria sem respostas para pontos fundamentais da campanha”, destacou o presidente do Sindicato de Jequié, Fabiano Miranda, que integra a CEBB.
O diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e membro da CEBB, Fabio Ledo, também participou da rodada de negociação e destacou que a proposta apresentada pelo banco é insuficiente. “É importante avançar nas políticas afirmativas, mas isso é muito pouco diante das questões imprescindíveis para os funcionários. Precisamos discutir aumento do piso, implantação de um novo PCR (Plano de Carreiras e Remuneração) e o fim das metas abusivas, que adoecem os trabalhadores”, afirmou Fabio Ledo
Próxima rodada
A data da próxima rodada da negociação específica entre BB e funcionários não tem data confirmada, mas a comissão dos funcionários seguirá em plantão permanente.
A CEBB reforça também a importância do dia nacional de paralisação desta quinta-feira (20). A mobilização da categoria será fundamental para convencer os bancos apresentarem propostas concretas para as reivindicações da categoria.






