BB: Movimento sindical cobra solução para custeio da Cassi

BB: Movimento sindical cobra solução para custeio da Cassi

Em negociação realizada na sexta-feira (3/7), as entidades representativas dos funcionários cobrou da direção do Banco do Brasil cobrou uma solução para o custeio da Cassi. O encontro ocorreu após a Diretoria da Cassi encaminhar uma correspondência às entidades e ao BB alertando para a necessidade urgente de uma solução que mantenha as contas em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias.

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Na abertura da mesa de negociação, o representante do BB fez um resgate das discussões realizadas no encontro anterior, em 23 de junho, e afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de um aporte. Ele ponderou, no entanto, que a antecipação do 13º salário, isoladamente, não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi. Também reforçou a necessidade de que qualquer proposta seja submetida à consulta ao corpo social.

Na sequência, o presidente da Cassi, Claudio Said, explicou os motivos da correspondência encaminhada às entidades e ao banco no dia anterior. Segundo ele, a comunicação representa o dever de diligência da diretoria da Caixa de Assistência em informar aos patrocinadores — Banco do Brasil e associados — sobre a situação financeira da entidade e as possíveis consequências caso não haja ingresso de novos recursos no Plano de Associados.

Entidades defendem aporte imediato

Durante a negociação, a coordenadora da mesa pelas entidades, Fernanda Lopes, reiterou que há consenso entre as representações dos funcionários quanto à necessidade de um aporte imediato de R$ 580 milhões por parte do Banco do Brasil, além da postergação da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para 2027.

As entidades defendem que essas medidas permitiriam que associados, banco e Cassi construíssem, ao longo dos próximos meses, os termos da consulta ao corpo social, preservando a sustentabilidade da Caixa de Assistência. A reivindicação é de que a recomposição das reservas siga a proporção de 70% de participação do banco e 30% dos associados, conforme previsto na legislação vigente.

Outro ponto apresentado foi a possibilidade de elaboração de um memorando de entendimento, ou documento equivalente, a ser firmado entre as entidades e o banco para registrar os compromissos assumidos durante a negociação e orientar tanto a realização dos aportes quanto a consulta aos associados, sempre observando o princípio da boa-fé negocial.

Banco dará resposta em breve

Ao final da reunião, o negociador do BB informou que a instituição acolhe positivamente a proposta apresentada pelas entidades, mas que ainda necessita de tempo para avaliar seus impactos. Ele ressaltou que, embora a divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para os associados esteja prevista na Resolução CGPAR nº 52, alcançar esse patamar representa um desafio para a empresa neste momento.

Por fim, o representante do banco comprometeu-se a apresentar um retorno em curto prazo, diante da urgência da situação enfrentada pela Cassi, e informou que uma nova data será marcada para a apresentação de uma resposta definitiva às reivindicações das entidades.

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