Banco do Nordeste não confirma regra vigente do ACT, que destina à PLR até 48% dos dividendos pagos aos acionistas

O movimento sindical realizou, nesta quinta-feira (23), um dia nacional de mobilização no Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em defesa de pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Até o momento, o banco não confirmou, para este ano, a regra que destina até 48% dos dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) para o PLR.
A elevação do antigo limite de 25% para 48% foi uma conquista da categoria nas mesas de negociação da campanha nacional de 2024. “Os 48% não incidem sobre o lucro do BNB, mas sobre o valor pago aos acionistas”, explica Carlos Eduardo, presidente da Fetrafi/NE e representante do Comando Nacional na mesa de negociações com o BNB. “A decisão da categoria é clara: manutenção dos direitos conquistados e ampliação da valorização das funcionárias e dos funcionários”, completa Carlos Eduardo.
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Graças a essa conquista, em 2024, o valor médio de PLR pago aos trabalhadores foi o dobro em relação ao ano anterior.
Em 2025, o banco público registrou lucro líquido recorde de cerca de R$ 3 bilhões e provisionou R$ 298 milhões para dividendos e JCP. Simulação feita pelo Dieese, à pedido do movimento sindical com base nesses valores, aponta que o retorno ao antigo limite (25%) resultaria em uma perda estimada de 34,8% no montante da PLR paga aos funcionários.
Carlos Eduardo lembra que a participação nos lucros é uma garantia da Constituição Federal e regulamentada em lei, com regras definidas pela negociação coletiva. “A conquista que elevou o limite de 25% para 48% é uma conquista histórica das trabalhadoras e dos trabalhadores do BNB e nós não aceitamos nenhum retrocesso contra aqueles que se empenham diariamente para atender a população, sustentar suas famílias e que são os verdadeiros responsáveis pelos lucros atingidos pelo BNB”, pontuou.
Bancários estão em campanha salarial
As bancárias e os bancários do BNB estão em época de campanha nacional de renovação do ACT, por aumento na remuneração de direitos e melhores condições de trabalho.
Além de lutar contra retrocessos nas regras da PLR, os funcionários reivindicam avanços na Camed, Capef, Plano de Cargos e Remuneração, plano de funções, saúde, condições de trabalho, diversidade e relações sociais.
O ACT vence em 31 de agosto.






