As entidades representativas dos bancários voltaram a cobrar a realização de uma mesa de negociação para os problemas da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). A última reunião sobre o tema foi no dia 11 dezembro de 2025 e acabou sem avanços na construção de uma solução estrutural para o custeio do plano de saúde.

Na ocasião, representantes dos trabalhadores apresentaram propostas para reforçar o caixa e o capital regulatório da Cassi, incluindo o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas de 2026. O BB, entretanto, recusou o pedido e apresentou como contraproposta apenas a antecipação de três valores do 13º salário — medida considerada insuficiente pela representação dos funcionários.
Passados vários meses desde aquela reunião, nenhuma nova proposta foi apresentada pelo banco, e o único movimento concreto foi justamente a antecipação parcial desses três valores, sem que houvesse avanço nas discussões estruturais sobre o financiamento do plano.
Para as entidades representativas, o prolongamento do impasse gera insegurança para associados, prestadores e para o próprio futuro da assistência à saúde dos funcionários.
Defesa do modelo solidário e igualdade de acesso
O movimento sindical reafirma que a solução para a Cassi passa pela manutenção do modelo solidário do plano, com custeio na proporção de 70% para o patrocinador e 30% para os participantes, princípio histórico que garante sustentabilidade e acesso coletivo à assistência à saúde.
Outro ponto central defendido pelas entidades é a inclusão, em igualdade de condições, dos funcionários oriundos de bancos incorporados e daqueles admitidos no Banco do Brasil após 2018, que hoje não possuem acesso ao plano nos mesmos moldes dos demais trabalhadores.
Segundo a representação dos funcionários, a existência de diferentes regras de acesso fragiliza o modelo solidário e compromete o futuro da Cassi.
A retomada urgente das negociações é fundamental para garantir estabilidade financeira à Cassi, preservar um dos principais direitos históricos do funcionalismo e assegurar tranquilidade aos participantes e seus familiares. O movimento sindical segue cobrando do Banco do Brasil a reabertura imediata da mesa de negociação, com apresentação de propostas concretas que assegurem sustentabilidade ao plano e valorização dos trabalhadores.






