
O Sindicato dos Bancários de Ilhéus e Região tem recebido uma enxurrada de denúncias de assédio moral e humilhações cometidas pelo gerente geral do Bradesco de Ilhéus, agência 0237. O clima no ambiente de trabalho, segundo relatos, é de medo, pressão e adoecimento psicológico.
O gerente, que deveria zelar pelo bem-estar da equipe, estaria explorando ao máximo seus funcionários para alcançar metas pessoais e impulsionar sua própria carreira. Relatos indicam que ele não hesita em passar por cima de quem for necessário para atingir seus objetivos, tornando o ambiente de trabalho cada dia mais tóxico e desmotivador.
Nas reuniões coletivas, o gerente adota um discurso motivacional, usando termos que lembram palestras de “coach”, mas tentando vender uma falsa imagem de líder inspirador. No entanto, em reuniões menores ou individuais, a máscara cai. Foi constatado que, nessas ocasiões, ele se revela autoritário e abusivo, tornando o ambiente de trabalho ainda mais hostil.
Uma das práticas alarmantes constatadas pelo sindicato é a exposição de funcionários que não atingem metas, algo expressamente proibido pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e considerado imoral e antiético.
“O gerente quer estar nos holofotes do banco, mas deixa os bancários nas portas dos hospitais”, denuncia um representante do sindicato.
O impacto da gestão abusiva é devastador. Segundo uma pesquisa conduzida pelo sindicato, cerca de 80% dos funcionários da agência fazem uso de medicamentos psicotrópicos, indicados para o tratamento de doenças mentais como depressão, ansiedade e burnout.
Enquanto o gerente afirma que os funcionários trabalham de “forma leve”, o sindicato questiona: que tipo de trabalho leve leva tantos empregados ao adoecimento mental?
Foi apurado pelo sindicato, em reuniões internas, que o gerente da agência tem boicotado o encaminhamento de produções a determinados profissionais, que prestam apoio aos gerentes na intermediação de produtos terceirizados. Ele obriga os gerentes de conta a repassarem suas produções apenas para pessoas de seu interesse, demonstrando total falta de ética e favorecimento de poucos em detrimento do restante da equipe. A atitude, além de ilegal, desrespeita e prejudica profissionais que saem todo dia de casa em busca do seu sustento e de sua família.
ATENÇÃO!!!
O sindicato também constatou que o gerente-geral ordenou que alguns funcionários batessem o ponto antes de participarem de uma reunião, mesmo após o gerente administrativo ordenar que os funcionários que já haviam batido o ponto deviam ir para casa, com o claro objetivo de evitar o pagamento de horas extras. Essa prática configura fraude trabalhista, pois burla a CLT e a CCT, privando os trabalhadores de um direito básico. A ganância do gerente geral para atingir suas metas ultrapassa todos os limites éticos e legais, lesando diretamente os funcionários.
Mesmo com as inúmeras denúncias encaminhadas ao banco em um longo período de tempo, até o momento não houve qualquer posicionamento oficial da instituição. A falta de resposta sugere conivência com as práticas abusivas do gestor, o que gera indignação.
Diante da omissão do banco, o sindicato promete ações enérgicas para combater os abusos. Medidas judiciais, manifestações e denúncias a órgãos competentes já estão sendo planejadas.
“O sindicato não permitirá que os trabalhadores continuem sofrendo como estão”, afirma um dos diretores da entidade.
A pergunta que o sindicato faz ao banco é: até quando esse cenário de abuso e negligência vai continuar?