Proposta prevê que o Banco do Brasil assuma 60% do aporte extraordinário, acima dos cerca de 52% de sua participação no custeio atual

As negociações sobre o futuro da CASSI avançaram nesta quinta-feira (29). O Banco do Brasil e as entidades representativas dos funcionários chegaram a um entendimento sobre uma proposta de aporte extraordinário de R$ 2,288 bilhões para atender às necessidades financeiras do Plano de Associados previstas para 2026 e 2027.
A proposta estabelece que o Banco assuma 60% desse valor, enquanto os associados ficarão responsáveis pelos 40% restantes. A divisão representa um avanço em relação à proporção atual do custeio ordinário da CASSI, de aproximadamente 52% para o BB e 48% para os associados.
Desde o início das negociações, a ANABB defendeu que o Banco do Brasil assumisse 70% da necessidade adicional de recursos, ficando os associados responsáveis pelos 30% restantes. O entendimento alcançado, de 60% para o BB e 40% para os associados, ficou a dez pontos percentuais da proposta apresentada e representa um avanço importante em relação à divisão atual do custeio.
O resultado reforça a importância da atuação da ANABB e das demais entidades representativas na defesa de uma participação maior do Banco do Brasil no financiamento da CASSI.
Como será feito o aporte
O Banco do Brasil fará sua contribuição em duas parcelas: R$ 500 milhões em dezembro de 2026 e R$ 873 milhões em janeiro de 2027.
Para os associados, o pagamento será dividido em 18 parcelas mensais, cada uma equivalente a 32,1% do valor da contribuição atual à CASSI.
Quem paga R$ 200 por mês, por exemplo, terá uma contribuição extraordinária de R$ 64,20 mensais durante 18 meses. Para quem contribui com R$ 300, o acréscimo será de R$ 96,30 por mês.
A ANABB reconhece que o pagamento adicional terá impacto no orçamento de funcionários da ativa, aposentados e pensionistas. Por isso, considera importante a maior participação do Banco do Brasil no aporte, reduzindo a parcela que caberá aos associados.
As negociações continuam
O entendimento também prevê que as discussões sobre a revisão do Estatuto e a construção de um novo modelo de custeio da CASSI comecem ainda em 2026.
A ANABB considera o aporte extraordinário necessário para recompor o caixa e as reservas garantidoras da Caixa de Assistência, mas ressalta que a medida é emergencial.
O próximo desafio será definir um modelo de custeio que garanta o equilíbrio financeiro da CASSI, preserve a solidariedade entre gerações e considere a responsabilidade histórica do Banco do Brasil com a saúde de seus funcionários.
O calendário negociado prevê uma nova consulta ao Corpo Social sobre as mudanças estatutárias e o modelo permanente de custeio até 30 de junho de 2027.
A ANABB continuará acompanhando as discussões e cobrando o cumprimento dos compromissos assumidos.
Diga SIM à CASSI
A proposta de aporte extraordinário será submetida à consulta ao Corpo Social da CASSI, prevista para ocorrer entre 18 e 25 de novembro de 2026.
Até lá, a ANABB seguirá esclarecendo os termos do acordo para que os associados tenham todas as informações necessárias para participar da votação.
Para o presidente Valmir Camilo, o entendimento representa uma etapa importante, mas o trabalho das entidades representativas precisa continuar até que seja encontrada uma solução duradoura.
A CASSI é uma conquista de gerações de funcionários do Banco do Brasil. Preservar sua capacidade de atendimento é uma responsabilidade compartilhada, que exige compromisso tanto do patrocinador quanto dos associados.
A ANABB defende o SIM à CASSI e continuará trabalhando por uma Caixa de Assistência forte, sustentável e capaz de garantir assistência à saúde de qualidade aos seus associados.
Assista ao vídeo abaixo e confira a mensagem do presidente da ANABB, Valmir Camilo.






