DEMITIU PAROU: Sindicato denuncia demissões no Bradesco de Canavieiras, paralisa agência e cobra contratações

Diante das demissões, o Sindicato dos Bancários de Ilhéus e Região realizou uma paralisação na agência do Bradesco de Canavieiras nesta terça-feira, dia 03 de março, em protesto contra os desligamentos. A mobilização retardou a abertura da unidade bancária e teve como objetivo denunciar a política de redução de quadro adotada pelo banco.

O Sindicato dos Bancários de Ilhéus e Região denuncia mais um episódio preocupante em agência do Bradesco. Em menos de 30 dias, dois funcionários foram demitidos da agência do Bradesco em Canavieiras, sob a já conhecida justificativa de “performance”.

A explicação apresentada pelo banco tem sido repetida em diversas unidades pelo país e é questionável, uma vez que muitos funcionários com metas entregues e objetivos batidos são desligados mediante esse argumento, mesmo quando se trata de trabalhadores com anos de dedicação à instituição.

Na agência de Canavieiras, os dois bancários demitidos tinham uma longa trajetória no banco. Um deles ingressou no Bradesco em 26 de dezembro de 2016, enquanto o outro trabalhava na instituição desde 26 de junho de 2017. São profissionais que dedicaram anos de trabalho ao banco e contribuíram diariamente para o funcionamento da agência e para o atendimento à população local.

Para o Sindicato, a postura do banco é inaceitável e demonstra, mais uma vez, a lógica de maximização de lucros às custas dos trabalhadores. Mesmo registrando lucros bilionários ano após ano, o Bradesco insiste em reduzir quadros, sobrecarregar os funcionários que permanecem e precarizar o atendimento à população.

A situação é ainda mais grave em cidades como Canavieiras, onde a agência já opera com número reduzido de trabalhadores. Com menos funcionários, aumentam as filas, a demora no atendimento e a pressão sobre os bancários que continuam na unidade.

O Sindicato dos Bancários de Ilhéus e Região repudia as demissões e reforça que a agência de Canavieiras precisa de contratações, e não de desligamentos. A prática adotada pelo banco penaliza trabalhadores, suas famílias e toda a população que depende do atendimento bancário presencial.

A entidade sindical seguirá vigilante, denunciando toda e qualquer política de demissões injustificadas e cobrando do banco responsabilidade social, respeito aos trabalhadores e compromisso com a sociedade. Em um setor que acumula lucros expressivos, não é aceitável que a resposta do banco seja cortar postos de trabalho e fragilizar o atendimento à população.