Do Brasil 247
De acordo com a instituição, a expansão da carteira de crédito e o aumento das receitas com prestação de serviços puxaram o desempenho do período
O Banco do Nordeste registrou lucro líquido de R$ 488 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, e contratou R$ 11,5 bilhões em crédito em 1,2 milhão de operações, segundo informações divulgadas pela instituição. O resultado operacional alcançou R$ 878,3 milhões, avanço de 21,8%, enquanto os desembolsos totais chegaram a R$ 12,5 bilhões, crescimento de 3,2% na comparação anual.
De acordo com o Banco do Nordeste, a expansão da carteira de crédito e o aumento das receitas com prestação de serviços puxaram o desempenho do período. A instituição também atribui o resultado ao ganho de eficiência operacional, à modernização de processos e à ampliação do acesso ao financiamento em sua área de atuação.
O balanço mostra que o BNB manteve trajetória de crescimento em um cenário de forte demanda por crédito produtivo. A carteira de crédito administrada encerrou março em R$ 181,4 bilhões, alta de 12,4% frente ao primeiro trimestre de 2025.Eficiência operacional impulsiona resultadoO presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, afirmou que os números refletem ganhos de produtividade e melhor uso dos recursos da instituição. Ele também relacionou o desempenho à execução de políticas públicas do governo federal sob a liderança do presidente Lula.
“Os resultados alcançados no primeiro trimestre evidenciam o avanço da eficiência operacional do Banco, com ganhos de produtividade e melhor alocação de recursos, refletidos diretamente nos resultados alcançados. Ao mesmo tempo, traduz o compromisso da administração com a execução das políticas públicas do Governo Federal, sob a liderança do presidente Lula, e com o cumprimento de sua missão institucional de impulsionar a atividade produtiva regional e promover o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável. Esses avanços também se traduzem na ampliação dos negócios e na melhoria contínua do atendimento aos clientes, contribuindo para a qualidade de vida da população”, afirma o presidente do Banco, Paulo Câmara.A declaração reforça a estratégia do BNB de combinar resultado financeiro, crédito produtivo e atuação voltada ao desenvolvimento regional. A instituição concentra suas operações no Nordeste e também atua em áreas do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, com foco em setores produtivos, microempreendedores e produtores rurais.
Carteira de crédito chega a R$ 181,4 bilhõesA carteira de crédito administrada do Banco do Nordeste atingiu R$ 181,4 bilhões no fim do trimestre. O crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior indica avanço da atividade de financiamento e maior alcance das linhas oferecidas pela instituição.Segundo a direção do banco, o desempenho resulta do aprimoramento dos processos de concessão e da ampliação do acesso ao crédito. A melhora operacional também fortaleceu a capacidade do BNB de atender clientes com maior agilidade.O diretor financeiro e de crédito, Wanger Rocha, afirmou que o banco moderniza produtos e serviços para oferecer soluções mais integradas. “Também estamos diversificando as fontes de funding, por meio de parcerias com organismos multilaterais e instituições voltadas ao desenvolvimento, especialmente para apoiar investimentos sustentáveis”, afirma.A diversificação das fontes de financiamento ganha relevância em um contexto de aumento da demanda por projetos sustentáveis. A estratégia permite ao BNB ampliar sua capacidade de apoiar investimentos de longo prazo e fortalecer sua atuação como banco de desenvolvimento.
Microfinanças sustentam expansão do BNBOs programas de microcrédito urbano e rural mantiveram ritmo de crescimento no primeiro trimestre. Entre janeiro e março, o Banco do Nordeste contratou cerca de R$ 6 bilhões em microfinanças, distribuídos em 1,1 milhão de operações, alta de 13,5% em relação ao mesmo período de 2025.O Crediamigo, voltado ao microcrédito urbano, movimentou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 3,6%. O Agroamigo, dedicado ao microcrédito rural, alcançou R$ 2,4 bilhões e registrou expansão de 29,8%.





