Em 2026, o foco é a defesa da soberania

Em 2026, o foco é a defesa da soberania

Os ricos debates para a campanha salarial no segundo dia da 28ª Conferência da Bahia e Sergipe, neste sábado (30/5), em Salvador, tiveram início com as boas-vindas da presidenta da Federação da Bahia e Sergipe, Andreia Sabino, a todos os trabalhadores presentes.

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Diferentemente do que aconteceu em 2022, quando a luta foi em defesa da democracia, diante da atual conjuntura, as eleições de 2026 têm como foco a defesa da soberania. Foi o que afirmou o escritor e historiador João Cézar de Castro Rocha ao iniciar a exposição sobre Defesa da Soberania Brasileira e a Luta Anti-Imperialista.

João Cézar de Castro Rocha apontou que os setores progressistas não conseguem disputar a soberania utilizando apenas métodos tradicionais. Exatamente por isso, considera necessário elaborar um minimanual da guerrilha digital, especialmente diante da disseminação do discurso de ódio e do processo de despolitização promovido pela extrema direita.

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Além disso, o escritor e historiador avaliou que a defesa da soberania enfrenta obstáculos na disputa global por tecnologia, informação e dados. Segundo ele, as forças de esquerda encontram dificuldades para prevalecer na batalha das narrativas nas redes sociais em um cenário marcado pelo poder das big techs, uma vez que a dinâmica dessas plataformas favoreceria a extrema direita, fenômeno que define como a politização das próprias plataformas digitais.

Assim como os desafios impostos pelo ambiente virtual, João Cézar reforçou que a conjuntura política atual, inclusive no Congresso Nacional, é desfavorável, por prevalecer uma maioria conservadora e reacionária comprometida com a retirada de direitos da população. Em vez de fortalecer a democracia e a soberania nacional, pilares essenciais de qualquer país, parte dos parlamentares adotaria posições que classificou como lesivas aos interesses nacionais, incluindo a defesa de alinhamento aos Estados Unidos em temas como o acesso às terras raras e as críticas ao Pix.

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Diante desse quadro, o professor afirmou ser fundamental derrotar a extrema direita para que o projeto de uma nação solidária e fraterna possa se concretizar. Por isso, João Cézar de Castro Rocha acredita que as próximas eleições serão determinantes para assegurar a continuidade dos avanços da democracia social.

Outro assunto abordado na exposição do professor e historiador foi a conjuntura internacional. Na avaliação dele, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofrerá uma derrota em outubro, assim como a extrema direita brasileira, representada por Flávio Bolsonaro, a quem atribuiu a intenção de conduzir o país a um processo de retrocesso.

Ainda afirmou que “toda vez que há avanço da classe trabalhadora e da população, há uma reação visceral da extrema direita”. Para ele, o povo brasileiro precisa arregaçar as mangas para reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro turno e renovar a Câmara dos Deputados e o Senado

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